A LINGUAGEM DOS EFEITOS (ENSAIO)

 

A LINGUAGEM DOS EFEITOS (ENSAIO)

 

Quando começamos a descobrir a imensidão cósmica, podemos nos inquietar com a nossa pequenez. Como serres mamíferos no planeta terra, localizado na periferia da galáxia, pode ter a pretensão de ter uma linha de comunicação direta com o criador do universo ou do multiverso?

A própria religião (como quem joga mais lenha na fogueira), surgiu com a pretensão de religar, embora nem sempre lembramos da sensação de estarmos conectado a uma divindade em passado espiritual remoto e inatingível. Diga-se de passagem, uma divindade que por definição de atributo é onipresente, mas não interfere em nosso livre arbítrio, que está fora do tempo e do espaço, mas se você tiver fé todos os seus problemas acabaram e você consegue dormir a noite por ter encontrado a teoria de tudo.

Somos sempre consolados pela linguagem dos efeitos de que ele age de maneira invisível e quando não age continua certo do mesmo jeito e que quando nossa crença vacila o problema esta em nós e não nele, como o salmista disse mil dias ou mil anos é como um para o senhor e eu admito que esse tipo de construção verbal é poética e poderosa embora possamos da algumas marteladas nela de vez enquanto (obrigado NIETZSCHE).

Afinal essa divindade esta dentro de nós e também no próximo o que eliminaria o problema da distancia levanto no inicio desse pequeno texto, acabaria com o problema das ogivas nucleares também, cada líder supremo das potencias nucleares amando o seu próximo como a se mesmo, embora a realidade faz a gente constatar que esse tipo de clima não vai rolar mesmo entre nações que se dizem cristãs ou  pra dizer no mínimo monoteístas, a verdade ele esse clima não rolou nem mesmo na mente dos países comunistas que tentaram abolir a religião.( ta surgindo uma contradição nesse texto que vou amar até ao âmago do meu ser !).

Portanto o problema da distancia entre Deus e o homem pode ser abordado de várias maneiras, mais talvez umas das mais sensatas seja admitir que ele nem exista, se existir vai ser pra diverti os filósofos por muito tempo ainda e embora não seja um filosofo, se essa diversão me ajudar a me tornar uma pessoa melhor vou continuar investigando, quer dizer me divertindo por muito tempo ainda, não pretendo arranjar um brinquedo novo (Obrigado Hitchens), vou tentar esperar até o próximo natal para construir uma solução final para essa questão embora eu corra o risco de arranjar um novo problema para me inquietar: A distancia do Natal !

 

Comentários

  1. Confrade, Isaías, um texto muito oportuno. Gostaria de compartilhar o que estou aprendendo " para os que creem "! Solicitamos autorização para republicar no meu blog guardiaodafloresta.wordpress.com.

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